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A mostrar mensagens de dezembro, 2025

O Presépio Esquecido - Quando o Natal se escreve com o coração

O Natal tem essa capacidade única de nos fazer abrandar, olhar para dentro e reencontrar aquilo que, ao longo do ano, tantas vezes fica esquecido: o essencial. É exatamente essa magia que inspira a 2.ª edição do concurso “Sonhos de Natal”, uma obra coletiva que reúne contos e poemas de diferentes autores, cada um com a sua voz, mas todos unidos pelo mesmo propósito — aquecer corações e iluminar os dias até à noite de Natal. Foi com enorme alegria e sentido de responsabilidade que embarquei nesta aventura para participar nesta iniciativa tão especial, promovida pela Sonho com Estante. Fazer parte desta obra é, para mim, mais do que uma simples colaboração literária: é um regresso às memórias, às tradições e às pequenas grandes lições que o Natal nos ensina ano após ano. O conto que escrevi, “O Presépio Esquecido”, nasceu dessa reflexão. Através da Leonor, uma criança rodeada de tecnologia e presentes, mas distante do verdadeiro espírito natalício, procurei dar voz a uma realidade muito ...

Dezembro, um mês de memórias...

O mês de Dezembro é um mês mágico, é o mês do Natal! É um mês que, ainda mais que todos os meses ao longo do ano, promove a celebração da família, o estar presente, o ser solidário, partilhar histórias, acontecimentos, sonhos, magia… É, por norma, também um mês de saudade. Saudade dos que não podem estar presentes, saudade daqueles que, devido à lei da vida, já partiram para outra dimensão. Dezembro é também um mês de avivar, lembrar e partilhar memórias, por exemplo, dos tempos de infância. No meu caso, vem-me sempre à memória e sempre que surje oportunidade partilho com a minha família, principalmente com as minhas filhas, o que fazia com os meus avós, quando se aproximava a época natalícia. Há uns anos não havia árvores de Natal artificiais, e era hábito, sobretudo nas zonas rurais, ir ao mato escolher o pinheiro mais jeitosinho e não muito grande, que era cortado (tarefa esta que competia, quase sempre, ao meu avô), para depois ser colocado num vaso com areia, vaso este que era for...