Hoje partilho um momento que me é particularmente especial. O poema “Onde Ficam os Que Ficam” foi selecionado para integrar a coletânea Todo o Sal do Mar (vol. II), da Editora Cordel D’ Prata, no âmbito das Jornadas da Poesia 2026. Este poema nasce de um olhar atento sobre o interior de Portugal e não apenas sobre um lugar geográfico, mas como espaço de memória, pertença e resistência. Fala das aldeias que se vão ficando vazias, dos silêncios que crescem onde antes havia vida e das pessoas que, apesar de tudo, escolhem ficar. É um poema sobre ausência, mas também sobre permanência. Sobre o que parte e, sobretudo, sobre o que resiste. Escrevê-lo foi uma forma de dar voz a realidades que, muitas vezes, não chegam às primeiras páginas, mas que existem, persistem e moldam quem somos enquanto país. Ver este texto publicado, lado a lado com outros autores, é uma honra e, ao mesmo tempo, uma responsabilidade. A de continuar a colocar na escrita aquilo que nos identifica, que nos distingue, no...
As palavras podem ser sábias, silenciosas, atentas ao mundo e ao interior, assim como nos podem transportar para além do sonho ou para uma nova dimensão. Este é um blog de viagens, sonhos, contos através das palavras!