Os santos populares estão a chegar E vamos todos festejar Com um copo de vinho na mão e sardinhas no pão. Santo António é o primeiro O santo casamenteiro. Com o São João Tiramos o pé do chão Ao ritmo do alho-porro. E valha-nos ainda São Pedro A ver se não morro, Para cheirar o manjerico E a ver se sem o meu amor não fico.
10 de junho, feriado, dia de celebração da Língua Portuguesa, de Camões e das Comunidades Portuguesas. Ser português é mais que uma nacionalidade, é algo de teimoso, nostálgico e doce ao mesmo tempo. É uma espécie de resistência silenciosa que não se apregoa aos quatro ventos, mas que se revela em cada gesto. E não é uma questão de geografia ou de língua, é uma forma de estar no mundo, feita de contrastes, de memórias e de uma certa insistência em sobreviver, mesmo que ao nosso redor tudo pareça empobrecer. O povo português é um povo acolhedor, não só na forma subtil e educada de abrir a porta por educação, mas no gesto antigo de colocar mais um prato na mesa sem perguntar porquê, pois há sempre espaço para colocar mais um copo, uma cadeira improvisada ou mais um pedaço de pão repartido. A hospitalidade do povo português não precisa de anúncio, nasce de dentro, de uma história feita de partidas e regressos, de quem sabe o que é estar longe e o que significa ser recebido. Mas ser portug...