Escrevo estas linhas num verão marcado por um calor extremo e por incêndios devastadores que assolam vários pontos do país. Vivemos dias de alerta máximo, e é neste contexto que se aproximam, a passos largos, as tradicionais e mais sonantes Festas de Coruche, em honra da nossa Padroeira, Nossa Senhora do Castelo. Festas de alma antiga, que conhecem o compasso do tambor e o perfume das ruas cheias.
Este ano, a realidade impôs mudanças. Com o risco extremo de incêndio, todas as atividades que possam originar faíscas ou focos de incêndio estão expressamente proibidas. Isso significa que algo inédito irá acontecer — pelo menos para mim que, desde que me conheço por gente e desde que acompanho estas festas — o célebre e majestoso fogo de artifício não se realizará no habitual dia 14 de agosto, cuja noite não se vestirá de luzes a estalar no céu.
Não escrevo isto como crítica, muito pelo contrário. Concordo plenamente com as decisões tomadas para garantir a segurança de todos. Mas não deixo de sentir uma certa estranheza por viver um momento tão diferente. Afinal, o fogo de artifício sempre foi um dos pontos altos das Festas do Castelo, o grande clímax da noite de 14 de agosto.
Este é apenas um registo que ficará na memória. É a surpresa de ver a tradição dançar com a realidade, cedendo o passo à segurança, à vida e ao respeito.
Ainda assim, se há algo que nunca falta nas Festas do Castelo é animação. Coruche não perde o seu riso.
Haverá espetáculos para todos os gostos, tasquinhas com aromas e sabores da terra, tertúlias animadas com conversas demoradas e muitas gargalhadas, encontros de amigos e abraços que dispensam fogos para serem calor e muitos outros motivos para celebrar. Porque em Coruche, festa é festa, mesmo quando a tradição se adapta às circunstâncias.
Este ano, a realidade impôs mudanças. Com o risco extremo de incêndio, todas as atividades que possam originar faíscas ou focos de incêndio estão expressamente proibidas. Isso significa que algo inédito irá acontecer — pelo menos para mim que, desde que me conheço por gente e desde que acompanho estas festas — o célebre e majestoso fogo de artifício não se realizará no habitual dia 14 de agosto, cuja noite não se vestirá de luzes a estalar no céu.
O fogo de artifício, aquele que desde sempre coroou a festa com um abraço de faíscas e cor, ficará guardado mais um dia, respeitando o silêncio que a terra pede. Só na madrugada de 15 para 16, após o Festival de Folclore, as estrelas artificiais irão pintar o firmamento.
Não escrevo isto como crítica, muito pelo contrário. Concordo plenamente com as decisões tomadas para garantir a segurança de todos. Mas não deixo de sentir uma certa estranheza por viver um momento tão diferente. Afinal, o fogo de artifício sempre foi um dos pontos altos das Festas do Castelo, o grande clímax da noite de 14 de agosto.
Este é apenas um registo que ficará na memória. É a surpresa de ver a tradição dançar com a realidade, cedendo o passo à segurança, à vida e ao respeito.
Ainda assim, se há algo que nunca falta nas Festas do Castelo é animação. Coruche não perde o seu riso.
Haverá espetáculos para todos os gostos, tasquinhas com aromas e sabores da terra, tertúlias animadas com conversas demoradas e muitas gargalhadas, encontros de amigos e abraços que dispensam fogos para serem calor e muitos outros motivos para celebrar. Porque em Coruche, festa é festa, mesmo quando a tradição se adapta às circunstâncias.
As Festas do Castelo são muito mais do que um momento; são um sentir que não se apaga, mesmo quando as faíscas têm de esperar.

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