É com enorme alegria que partilho convosco a minha participação na coletânea literária "Aos ombros de minha mãe", da editora Cordel de Prata — um projeto que reúne vozes, memórias e afetos, todas elas unidas pelo elo mais profundo e transformador que nos liga ao mundo: o amor de mãe.
Participar desta coletânea é escrever com o coração.
Este livro é muito mais do que uma compilação de textos. É um tributo sincero, emocional e poético a todas as mães, nas suas múltiplas formas de ser, cuidar e amar. Nele, encontrei espaço para homenagear aquela que, para mim, é a personificação mais pura do amor: a minha mãe.
Escrever sobre ela foi, simultaneamente, um exercício de gratidão e de reencontro com memórias que permanecem vivas em mim. Foi reconhecer que, nos gestos mais simples, reside uma força imensa. Que há amor que não se explica — apenas se vive, com intensidade e presença.
Partilho agora convosco o meu texto, escrito com a alma, intitulado "O Amor da Minha Mãe". Um retrato sentido da mulher que moldou o meu mundo com ternura, resiliência e poesia.
O Amor da Minha Mãe
Sempre acreditei que mãe é um ser especial. A minha, então, é a prova viva disso. Desde cedo percebi como o seu cuidado é algo natural, instintivo… quase como se o amor estivesse entranhado nos gestos mais simples. É ela quem me alivia a alma nos dias pesados, quem encontra sempre uma palavra que me acalma quando tudo em mim parece desabar.
Nos momentos mais cinzentos da vida — ela está lá, como um abrigo, como força silenciosa. Mas também nos dias bons, daqueles em que a alegria transborda. E nesses, o brilho nos olhos dela parece duplicar o meu. Mãe é isso: presença em todos os tons da minha existência.
Sempre vi, e vejo, a minha mãe como uma espécie de poesia viva. Tem pausas no tempo certo, palavras doces, gestos suaves, e um amor que parece eterno. Um amor que não se esgota, que se recicla, que se reinventa… Nunca vi a minha mãe desperdiçar amor, mesmo nos dias em que tudo parece quebrado. É nela que o perdão nasce com facilidade, como se fosse uma segunda natureza. Porque mãe perdoa — e isso não é acaso, é essência.
Com o tempo compreendi, enquanto filha e sinto-o a cada dia que passa enquanto mãe, que não há ninguém que deseje mais o bem de alguém do que uma mãe para os seus filhos. A vida nasce da dor, mas também do amor. E talvez por isso os conselhos de uma mãe sabem sempre tão bem — porque vêem da experiência, da entrega e de uma sabedoria ancestral, tão dela, e que sempre souberam, e sabem, a porto seguro, a verdade dita com ternura.
Sempre a vi como poesia — não apenas pelas palavras que diz, mas pelo modo como existe. Com pausas, com sons, com letras que parecem bordadas de afeto. O seu amor, nunca desperdiçado, renovava-se em cada gesto. Nunca me faltou. Mesmo nos dias em que tudo parece desfeito, ela perdoa — sem hesitação. Não porque esquece, mas porque o amor de mãe compreende além da dor.
Há amores que não se explicam. Apenas se sentem, profundamente, como raízes invisíveis que nos sustentam a alma. Hoje, quando penso em tudo isso, pergunto-me: será este o verdadeiro Amor de Mãe? Acredito que sim. E que sorte a minha, o sentir ainda tão de perto, sereno, inabalável, natural.
Um amor que não se diz… vive-se. E que, para mim, será para sempre casa.
Nos momentos mais cinzentos da vida — ela está lá, como um abrigo, como força silenciosa. Mas também nos dias bons, daqueles em que a alegria transborda. E nesses, o brilho nos olhos dela parece duplicar o meu. Mãe é isso: presença em todos os tons da minha existência.
Sempre vi, e vejo, a minha mãe como uma espécie de poesia viva. Tem pausas no tempo certo, palavras doces, gestos suaves, e um amor que parece eterno. Um amor que não se esgota, que se recicla, que se reinventa… Nunca vi a minha mãe desperdiçar amor, mesmo nos dias em que tudo parece quebrado. É nela que o perdão nasce com facilidade, como se fosse uma segunda natureza. Porque mãe perdoa — e isso não é acaso, é essência.
Com o tempo compreendi, enquanto filha e sinto-o a cada dia que passa enquanto mãe, que não há ninguém que deseje mais o bem de alguém do que uma mãe para os seus filhos. A vida nasce da dor, mas também do amor. E talvez por isso os conselhos de uma mãe sabem sempre tão bem — porque vêem da experiência, da entrega e de uma sabedoria ancestral, tão dela, e que sempre souberam, e sabem, a porto seguro, a verdade dita com ternura.
Sempre a vi como poesia — não apenas pelas palavras que diz, mas pelo modo como existe. Com pausas, com sons, com letras que parecem bordadas de afeto. O seu amor, nunca desperdiçado, renovava-se em cada gesto. Nunca me faltou. Mesmo nos dias em que tudo parece desfeito, ela perdoa — sem hesitação. Não porque esquece, mas porque o amor de mãe compreende além da dor.
Há amores que não se explicam. Apenas se sentem, profundamente, como raízes invisíveis que nos sustentam a alma. Hoje, quando penso em tudo isso, pergunto-me: será este o verdadeiro Amor de Mãe? Acredito que sim. E que sorte a minha, o sentir ainda tão de perto, sereno, inabalável, natural.
Um amor que não se diz… vive-se. E que, para mim, será para sempre casa.

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