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Memórias da Nacional 2 – parte II

Continuando a nossa jornada pela Nacional 2, depois de sairmos de Arganil e a seguir a um pequeno-almoço reforçado e ao respetivo check-out, voltamos a prosseguir viagem em direção à aldeia de Piódão.

Nesse dia, toda a manhã foi destinada a esse percurso. Sem ser nada planeado antecipadamente, pensamos que a aldeia ficasse mais perto de Arganil do que realmente era. Mas nada nos demoveu da ideia de visitarmos Piódão.

Pelo caminho, toda a paisagem que os nossos olhos alcançavam era de cortar a respiração em algumas zonas, pois as montanhas e vales por onde passamos eram de difícil acesso ou, em alguns casos, de acesso nulo e noutros casos vislumbravam-se pequenos lugares e casas em zonas que na nossa cabeça seria impossível ou impensável lá construir algo. 


Chegados à aldeia de Piódão, a paisagem que vimos foi… espetacular!

As casas em pedra, algumas recordando ainda os afazeres de antigamente, com tanques de lavar a roupa à mão, pequenos riachos, canais que levam a água corrente, desde a nascente até ao interior da aldeia, outras casas já adaptadas ao turismo de habitação rural, outras infelizmente já abandonadas (reflexo da desertificação do interior do país, possivelmente). 

Em algumas casas, no topo da porta de entrada pode-se observar uma ferradura ou uma cruz para atrair boa sorte e proteger contra o mal. A ferradura, com origens na antiguidade, era um símbolo de prosperidade e um amuleto contra as energias negativas, enquanto a cruz representa fé, proteção divina e vida para os católicos. 


À entrada da aldeia, ou não fosse o turismo uma das principais fontes de rendimento do nosso país, não podia faltar restauração, venda de merchadising relacionado com o local e alguns licores capazes de afastar algumas maleitas, tudo produtos regionais.

Realmente, o nosso Portugal tem tanto, mas tanto para nos oferecer e deliciar os gostos mais diversificados.

Depois desta paragem, seguimos viagem em busca de um local para almoçar. Passamos por Foz d'Égua (cuja paisagem impressiona pela natureza envolvente, no entanto, à data de hoje impressiona pela destruição que ficou após o grande incêndio que devastou toda aquela zona) e fomos parar à localidade Ponte das Três Entradas – em que 3 caminhos diferentes convergem numa única ponte.

Depois de almoço, seguimos a nossa rota pela N2 em direção a Penacova, onde paramos para matar a sede, pois o calor apertava, e muito.

Já mais frescos, continuamos viagem passando por Mortágua, Santa Comba Dão e voltando a parar em Tondela, local onde matamos a fome, bebemos uma bebida e decidimos onde pernoitar. O local escolhido foi São Pedro do Sul.

Rumamos até esta localidade passando pela bonita cidade de Viseu, sem dúvida, uma localidade a visitar com mais tempo, para podermos desfrutar de toda a sua beleza.

Chegados a São Pedro do Sul, localidade conhecida pelas suas fantásticas termas, pernoitamos em Casa Archie, onde fomos muito bem recebidos e acolhidos pelo seu anfitrião. um espaço bastante confortável e inserido numa zona calma da cidade.

Depois de devidamente instalados e de tomarmos um banho para renovar energias, saímos para jantar no Boteco Burger, onde fomos muito bem recebidos e muito bem servidos. Aconselhamos vivamente!

A noite passou-se bem e o pequeno-almoço foi ainda melhor, e prosseguimos viagem para o último dia deste percurso até à cidade de Chaves.


Depois de São Pedro do Sul, seguimos pela N2 até Lamego, onde paramos para visitar o seu castelo. Escusado será dizer que a partir dele temos uma vista fantástica sobre a paisagem envolvente, assim como pela cidade de Lamego.

Os recantos e pormenores desta cidade ficarão para visitar e conhecer numa outra altura, com mais calma, para saborear da melhor forma a sua história.


Visitado o castelo de Lamego, prosseguimos viagem passando por várias localidades como Régua, Santa Marta de Penaguião e Vila Real, passando por paisagens espetaculares e de cortar a respiração. Mas pairando no ar fica a seguinte questão: como é possível que nestas encostas existam vinhas tão bem tratadas e cuidadas?

Vila Real foi o local escolhido para fazer uma paragem, almoçar e dar descanso à moto. O restaurante escolhido foi "O Pico", local referenciado para quem faz este itinerário.


Depois desta paragem, seguimos viagem até Vila Pouca de Aguiar, passamos por Pedras Salgadas e Vidago, localidades bem conhecidas pelas excelentes termas que têm. E seguimos até Chaves, até ao quilómetro zero da Nacional 2.



O café “Quilómetro zero” é um ponto de passagem obrigatório e um ponto de referência para quem faz este percurso, onde se pode beber uma água, um café, comprar ou adquirir uma lembrança relacionada com a N2 e cujo espaço é todo decorado de acordo com a estrada Nacional 2 e com frases inspiradoras.

Só vos podemos dizer uma coisa: foi espetacular!

Se tiverem oportunidade de fazer esta viagem, de moto, de carro ou autocaravana, façam-na e não se vão arrepender. A sensação é magnífica!



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