Dia 29 de setembro, Dia de São Miguel, e para assinalar esta data aqui vos deixo um poema dedicado a este arcanjo e um "cheirinho" das tradições a si associadas, em Coruche.

Coruche
É terra de emoções,
Repleta de tradições,
Tantas, que nem me lembro,
Sendo que também não é exceção,
O seu encanto, no fim de setembro.
Neste último fim-de-semana do mês,
Foi altura de realizar,
Já desde tempos mais sofridos,
A Feira de São Miguel,
Feira de cariz anual,
por muitos, inesquecível
e de riqueza tamanha, talvez,
celebrando, S. Miguel, um dos arcanjos mais conhecidos
que simboliza o triunfo do bem contra o mal.
Na nossa vila,
Nos tempos de outrora,
Era pelo S. Miguel,
Época do ano com bastante renome,
Que os patrões pagavam a “soldada”*
A quem trabalhava no campo para combater a fome,
A população assalariada.
Mas, aqui em Coruche, os dias foram correndo
os tempos foram mudando,
de feira de renome,
onde as pessoas iam comprar os seus pertences para o ano,
passou a feira quase sem nome,
pois já nada é como era dantes,
e o que ganham os feirantes,
mal dá para o dano.
No entanto, 29 de setembro
Há-de ser sempre Dia de São Miguel
E o povo, bem do fundo do seu coração,
Com a sua sabedoria popular
E a bem dizer,
Invoca as seguintes palavras:
“São Miguel à frente para me defender,
São Miguel acima para me iluminar”.
E através das suas orações,
Pedem proteção
E defesa contra o mal e às tentações.
Ai, S. Miguel, S. Miguel,
Vás tu para onde fores,
O povo sempre te será fiel!
*mencionado na obra "Aqui está Coruche", do saudoso José Luíz Pereira
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