O outono, para mim, sempre me deu aquela sensação agridoce, em que marca o fim do verão, dos dias quentes e longos, e que inicia o tempo mais fresco, dias mais pequenos e que nos prepara para a chegada do inverno.
Neste sentido, e como forma de marcar o início desta estação, deixo-vos um poema dedicado ao outono e a tudo o que transmite. Espero que gostem!
Outono,
A terceira estação do ano
De tons quentes,
Dias amenos
E mais pequenos
Que, de um momento para o outro, zás
Leva-nos de novo à rotina
E a deixar o verão para trás.
O clima é traquina,
Ora faz sol e está calor,
Ora arrefece e temos de visitar o doutor.
No Outono,
O tempo dá e tira,
Tira-nos tempo de descanso
Dá-nos tempo de trabalho,
O nosso dia é um baralho
Que nos leva ao desenrascanço.
Vira que vira,
Corre que corre,
Que turbilhão de emoções.
No Outono vivam as tradições,
As vinhas são vindimadas,
No mês de setembro,
Por grupos de pessoas animadas
Que dão início ao Santo Graal da vida,
A preparação do vinho.
Outono é também São Martinho,
Que se comemora a 11 de novembro,
Com a colheita da castanha
Que é coisa tamanha.
Ai mãe, que isto não despega
Temos de ir à adega,
Provar o vinho que nos guia
E comer castanhas com alegria.
Outono também é sentir
O calor da lareira acesa,
No balanço da estação,
Entre memórias e saudade,
Sempre com o copo na mão,
E sem cair,
O outono ensina-nos sempre
A beleza da simplicidade.
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