Conta a lenda de São Martinho que, num dia frio de novembro, o soldado Martinho encontrou um mendigo a tremer. Sem hesitar, cortou a sua capa ao meio e ofereceu-a. Naquele momento, o tempo abriu e surgiu um calor inesperado, o chamado verão de São Martinho, símbolo de bondade e partilha.
E é esse espírito que inspira também a nova Comissão de Festas de Vila Nova da Erra 25/26. Gente de garra, teimosa no melhor sentido, unida pela vontade de manter vivas as tradições e de reforçar a ligação com a comunidade.
Celebrar o magusto e o São Martinho torna-se assim não só um gesto cultural, mas também uma forma de homenagear a força e dedicação de quem faz a festa acontecer.
Aqui fica, então, um poema para assinalar esta data e esta tradição.
Pelo São Martinho chega o frio devagar,
um ar fresco que corta e faz o corpo acordar.
As folhas castanhas dançam pelo chão,
pintam ruas e campos em tons da estação.
Assam-se castanhas, o perfume anda no ar,
sabores quentes que ajudam a lembrar
que o outono é mesa farta, fruto maduro,
onde cada trago e dentada sabe a porto seguro.
O vinho novo corre, vermelho clarinho,
com gosto leve, quase doce, a marcar o caminho.
E entre brisas douradas e luz mais baixinha,
cresce a vontade de festa, cresce a partilha.
É tempo de colheitas, de agradecer ao chão,
de sentir o outono em cada sensação.
Assim se vive novembro, tradição após tradição,
com cores quentes, magusto e a força da união.
No 115 Bar, a festa já tem chama,
Vila Nova da Erra reúne quem ama,
entre castanhas e risos, o dia e a noite ganham cor,
e o magusto acende o espírito quente do calor.

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