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Mensagens

Como a IA está a transformar as nossas vidas

A IA veio para ficar, assustar, intrigar, elucidar e ensinar. Veio para revolucionar, transformar, automatizar e, por vezes, alarmar. São muitas as suas potencialidades. De mil e uma formas pode ser operacionalizada, em inúmeras aplicações é utilizada e pode, acima de tudo, proporcionar novas oportunidades. Agora, estará o desafio na tecnologia, ou na forma como a escolhemos usar? Começo este artigo com um poema que reflete o impacto profundo que a inteligência artificial já tem na nossa vida pessoal, profissional, social e educativa, bem como a forma como tem vindo a transformar a sociedade em que vivemos. Trata-se de uma tecnologia que se afirma como uma das mais transformadoras do século XXI. No entanto, a sua presença crescente levanta não só oportunidades, mas também tensões e dilemas. Num contexto em que plataformas com IA estão disponíveis a qualquer momento, torna-se essencial desenvolver competências como o pensamento crítico e a literacia digital. Mas, mais do que aceder à in...

Mais rápido que o vento - Leonor

Há textos que não se escrevem apenas com palavras, mas com o coração cheio. Este poema nasce assim: de um amor que chegou mais rápido que o vento e mudou tudo para sempre. No dia 20 celebrámos mais um ano da minha filha mais nova, a nossa Princesa Leonor. Este é um pequeno grande tributo a quem nos ensinou o que é amar a dobrar, a rir no meio das birras, a encontrar ternura até no choro e a descobrir uma felicidade que cresce todos os dias. Entre nomes escolhidos com carinho, rimas espontâneas e emoções intensas, ficam registados sentimentos que o tempo não apaga. Porque este blog também é memória, e porque alguns amores merecem ser eternizados em palavras. Para ti, Leonor. 🤍 Mais rápido que o vento Quis o destino Que a nossa vida Tivesse novo alento. Contigo soubemos O que era Amor a dobrar Birras, um tormento Choro, sem saber como calar Felicidade a aumentar. De primeiro nome quisemos Que te chamasses Maria Como a tua mana Bia. De segundo nome és Leonor Que rima com cor Presente no ...

Sonhos à flor da página - concurso de poesia

Eis que o novo ano de 2026 inicia com a participação num novo ebook “Sonhos à Flor da Página”. Este desafio, foi, para mim, muito mais do que integrar uma coletânea literária — foi fazer parte de um projeto profundamente humano, sensível e coletivo, onde a palavra ganha tempo, ritmo e propósito. Esta obra nasce de um concurso literário que reúne 52 poemas, pensados para acompanhar o leitor ao longo de um ano inteiro: um poema para cada domingo, um convite semanal à pausa, à introspeção e ao sentir. Ao longo destas páginas, diferentes vozes unem-se num só fio condutor: os sentimentos. Cada poema transforma emoções em linguagem, criando reflexos da alma que encontram abrigo em cada página. É uma obra plural, onde coexistem olhares, vivências e sensibilidades distintas, mas onde todos partilham a mesma vontade de tocar o outro através da poesia. A minha participação nesta coletânea acontece em dois momentos muito especiais do ano: ✨ 14.ª Semana – “Oh Sol” Este poema nasce da necessida...

Esperança no futuro

2025 chegou como quem desafia, pediu coragem, pediu rumo, pediu chão. Saí da zona de conforto, quase sem dar por ela, aprendi a organizar o tempo, a planear o futuro e a transformar ideias em realização. Foi um ano de primeiras vezes guardadas na memória: uma viagem Erasmus, em grupo, a Madrid, fora do país, onde o mundo se abriu em partilha, riso e descoberta. E também Badajoz, Mérida e Sevilha, em família, onde cada passo foi feito de mãos dadas, entre histórias, gargalhadas e momentos que ficam para sempre. No associativismo, abracei um novo desafio, um salto que me ensinou a ir mais longe: gestão, organização, planeamento, crescer fazendo, aprender errando, superar limites que eu própria desconhecia. Ao bom ritmo do folclore, 2025 levou-me a novos lugares, deu-me novas aventuras, relembrou-me que a tradição também é caminho e que dançar é outra forma de viver. Na família, como sempre, houve emoção, alegria e discussão, porque amar também é isso. Entre altos e baixos, a certeza mant...

O Presépio Esquecido - Quando o Natal se escreve com o coração

O Natal tem essa capacidade única de nos fazer abrandar, olhar para dentro e reencontrar aquilo que, ao longo do ano, tantas vezes fica esquecido: o essencial. É exatamente essa magia que inspira a 2.ª edição do concurso “Sonhos de Natal”, uma obra coletiva que reúne contos e poemas de diferentes autores, cada um com a sua voz, mas todos unidos pelo mesmo propósito — aquecer corações e iluminar os dias até à noite de Natal. Foi com enorme alegria e sentido de responsabilidade que embarquei nesta aventura para participar nesta iniciativa tão especial, promovida pela Sonho com Estante. Fazer parte desta obra é, para mim, mais do que uma simples colaboração literária: é um regresso às memórias, às tradições e às pequenas grandes lições que o Natal nos ensina ano após ano. O conto que escrevi, “O Presépio Esquecido”, nasceu dessa reflexão. Através da Leonor, uma criança rodeada de tecnologia e presentes, mas distante do verdadeiro espírito natalício, procurei dar voz a uma realidade muito ...

Dezembro, um mês de memórias...

O mês de Dezembro é um mês mágico, é o mês do Natal! É um mês que, ainda mais que todos os meses ao longo do ano, promove a celebração da família, o estar presente, o ser solidário, partilhar histórias, acontecimentos, sonhos, magia… É, por norma, também um mês de saudade. Saudade dos que não podem estar presentes, saudade daqueles que, devido à lei da vida, já partiram para outra dimensão. Dezembro é também um mês de avivar, lembrar e partilhar memórias, por exemplo, dos tempos de infância. No meu caso, vem-me sempre à memória e sempre que surje oportunidade partilho com a minha família, principalmente com as minhas filhas, o que fazia com os meus avós, quando se aproximava a época natalícia. Há uns anos não havia árvores de Natal artificiais, e era hábito, sobretudo nas zonas rurais, ir ao mato escolher o pinheiro mais jeitosinho e não muito grande, que era cortado (tarefa esta que competia, quase sempre, ao meu avô), para depois ser colocado num vaso com areia, vaso este que era for...

"No São Martinho, vai à adega e prova o vinho"

Mais um ano que passou mais rápido que o vento e já estamos novamente a comemorar o São Martinho. Conta a lenda de São Martinho que, num dia frio de novembro, o soldado Martinho encontrou um mendigo a tremer. Sem hesitar, cortou a sua capa ao meio e ofereceu-a. Naquele momento, o tempo abriu e surgiu um calor inesperado, o chamado verão de São Martinho, símbolo de bondade e partilha. E é esse espírito que inspira também a nova Comissão de Festas de Vila Nova da Erra 25/26 . Gente de garra, teimosa no melhor sentido, unida pela vontade de manter vivas as tradições e de reforçar a ligação com a comunidade.  Celebrar o magusto e o São Martinho torna-se assim não só um gesto cultural, mas também uma forma de homenagear a força e dedicação de quem faz a festa acontecer. Aqui fica, então, um poema para assinalar esta data e esta tradição. Pelo São Martinho chega o frio devagar, um ar fresco que corta e faz o corpo acordar. As folhas castanhas dançam pelo chão, pintam ruas e campos em ton...