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Mensagens

Dia Nacional do Folclore Português - 31 de maio

Hoje, 31 de maio, celebra-se o Dia Nacional do Folclore Português, uma data que, a quem evoca o Floclore Português nos grupos que represnta, toca de forma muito especial. em nome individual, sinto um enorme orgulho por, numa vida ainda tão breve, já ter tido a oportunidade de representar alguns grupos folclóricos do concelho de Coruche. Mais especial ainda é poder partilhar essa paixão com as minhas filhas, que me acompanham neste caminho de preservação das nossas tradições, de uma forma muito especial, no Rancho Folclórico de Vila Nova da Erra. O folclore sempre fez parte da minha história. Descendente de quem também representou um grupo folclórico (Rancho do Sorraia - Azervadinha, década de 60 do século XX), cresci a ouvir falar da importância de manter vivas as nossas raízes. Neste sentido, recordo também com carinho o meu avô materno (saudoso avô Zé), que adorava assistir às atuações de grupos folclóricos de várias regiões do país, apreciando a forma como davam vida aos costumes, à...

Caminho entre o caos e a paz

Vivemos num tempo em que todos temos voz. Nunca foi tão fácil opinar, comentar, expor, reagir e partilhar. Em segundos, uma ideia chega a centenas de pessoas. E talvez seja precisamente aí que começa um dos maiores desafios da sociedade atual: perceber que poder falar não significa ter sempre de o fazer. A liberdade de expressão é uma conquista enorme. Mas qualquer liberdade exige responsabilidade. O problema começa quando confundimos sinceridade com falta de bom senso, frontalidade com agressividade ou opinião com verdade absoluta. Hoje, muitas vezes, fala-se primeiro e pensa-se depois. Reage-se antes de compreender. Julga-se antes de refletir. E, no meio desta pressa constante de ter razão, esquecemo-nos de algo essencial: do outro lado existem pessoas. A sociedade em que vivemos cada vez está mais marcada pela necessidade de afirmação individual. Queremos ser vistos, reconhecidos, valorizados. Mas, ao mesmo tempo, parece que estamos a desaprender o significado de comunidade, de resp...

Um ano de voo

Há um ano as corujas levantaram voo. Entre palavras escritas, ideias rabiscadas à pressa, silêncios, dúvidas e entusiasmo, este espaço foi crescendo devagar, tal como crescem as coisas que importam. A escrita tornou-se, para mim, a forma mais bonita, mais verdadeira e plena de exprimir as minhas sensações e emoções, os meus sentimentos profundos de verdadeira aprendizagem, mesmo quando isso nos traz algum travo a limão. “Nas Asas das Corujas” nasceu de uma vontade simples: olhar o mundo com mais profundidade, mais calma e mais verdade e de partilhar ideias, histórias, vivências, acabando por ser um lugar de reflexão, descoberta, memória e sentimento. Um ano depois, continuo aqui. E vocês também. Com um ano de blog aprendi que: escrever regularmente é mais difícil do que parece; nem sempre os textos mais lidos são os mais importantes; um pequeno público fiel vale ouro; a internet ainda tem espaço para o pensamento; continuar importa mais do que viralizar. Obrigado a quem lê, comenta...

A "nossa" Família

Todos temos um porto seguro Quando o barco da vida teima em ameaçar virar ou naufragar. Esse porto seguro chama-se família: A família que nos calhou em preces, orações Ou nas emoções dos nossos antecedentes; Ou a família escolhida por nós, com os nossos corações. Mas as águas que o barco da vida teima em navegar, dia após dia, Nem sempre são tão calmas e serenas como queremos que sejam. Muitas vezes, são tremendamente agitadas, Feitas de avanços e recuos, sem cessar. Mas, ainda mais importante do que tudo, É sabermos, e conseguirmos, Fortalecer laços e solidificar âncoras, por pequenas que sejam. Pois, por muito pequenas que sejam, São elas que permitem que o barco da vida nunca afunde nem naufrague. Que os laços nunca se desfaçam E que as âncoras nunca se quebrem. A nossa família, seja ela de sangue ou de coração, É aquela que nos abraça, nos conforta, nos acalma E nos alivia a alma, SEMPRE, Aconteça o que acontecer!

Dia da Espiga - Quinta-feira da Ascensão

Quarenta dias após a Páscoa celebra-se a Quinta-feira da Ascensão , mais conhecida como o Dia da Espiga. Segundo a tradição, este era um dia dedicado à celebração das primeiras colheitas, como forma de agradecimento pela quantidade e qualidade das mesmas. Com a expansão do Cristianismo, esta tradição ganhou ainda mais expressão, tornando-se também numa celebração católica — a Festa da Ascensão. Ainda hoje, em algumas localidades, este dia é feriado municipal e há até serviços públicos que encerram durante a tarde. No Dia da Espiga é tradição as pessoas irem ao campo apanhar as plantas que compõem o conhecido ramo da espiga, um ramo carregado de simbolismo e significado. O ramo é tradicionalmente constituído por: • Espigas – podem ser de trigo, centeio, aveia ou outro cereal. Devem estar sempre em número ímpar e simbolizam o pão, o sustento da família e a fecundidade. • Papoilas vermelhas – representam o Amor e a Vida. • Malmequeres – simbolizam a riqueza e os bens terrenos. O branco...

A Fé que nos Move

Ao longo da minha ainda curta vida, chegando aos meses de abril e maio, sempre ouvi falar de grupos de pessoas que se juntavam para caminhar a pé até Fátima. Os motivos eram vários: por promessa, pelo companheirismo, pelo convívio e pela partilha que se vive e, principalmente, por Fé. Uma das grandes questões apontadas quando este tema era abordado no seio familiar, por ser um desafio que requer sacrifício e resiliência, era precisamente o tipo de promessa que podemos ou temos de fazer em horas de aflição e se seremos realmente capazes de a concretizar. Fui crescendo, ouvindo partilhas de experiências de pessoas que regularmente, ou em algum momento das suas vidas, conseguiram concretizar o desafio de fazer a peregrinação a Fátima e, a verdade é que, sabendo que é um desafio duro e difícil, nunca fechei a porta a essa possibilidade na minha mente. A realidade é que, mediante a convivência regular com pessoas amigas que todos os anos fazem peregrinação, a ideia, a vontade e o desejo de ...

Onde Ficam os Que Ficam

Hoje partilho um momento que me é particularmente especial. O poema “Onde Ficam os Que Ficam” foi selecionado para integrar a coletânea Todo o Sal do Mar (vol. II), da Editora Cordel D’ Prata, no âmbito das Jornadas da Poesia 2026. Este poema nasce de um olhar atento sobre o interior de Portugal e não apenas sobre um lugar geográfico, mas como espaço de memória, pertença e resistência. Fala das aldeias que se vão ficando vazias, dos silêncios que crescem onde antes havia vida e das pessoas que, apesar de tudo, escolhem ficar. É um poema sobre ausência, mas também sobre permanência. Sobre o que parte e, sobretudo, sobre o que resiste. Escrevê-lo foi uma forma de dar voz a realidades que, muitas vezes, não chegam às primeiras páginas, mas que existem, persistem e moldam quem somos enquanto país. Ver este texto publicado, lado a lado com outros autores, é uma honra e, ao mesmo tempo, uma responsabilidade. A de continuar a colocar na escrita aquilo que nos identifica, que nos distingue, no...