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Mensagens

O Presépio Esquecido - Quando o Natal se escreve com o coração

O Natal tem essa capacidade única de nos fazer abrandar, olhar para dentro e reencontrar aquilo que, ao longo do ano, tantas vezes fica esquecido: o essencial. É exatamente essa magia que inspira a 2.ª edição do concurso “Sonhos de Natal”, uma obra coletiva que reúne contos e poemas de diferentes autores, cada um com a sua voz, mas todos unidos pelo mesmo propósito — aquecer corações e iluminar os dias até à noite de Natal. Foi com enorme alegria e sentido de responsabilidade que embarquei nesta aventura para participar nesta iniciativa tão especial, promovida pela Sonho com Estante. Fazer parte desta obra é, para mim, mais do que uma simples colaboração literária: é um regresso às memórias, às tradições e às pequenas grandes lições que o Natal nos ensina ano após ano. O conto que escrevi, “O Presépio Esquecido”, nasceu dessa reflexão. Através da Leonor, uma criança rodeada de tecnologia e presentes, mas distante do verdadeiro espírito natalício, procurei dar voz a uma realidade muito ...

Dezembro, um mês de memórias...

O mês de Dezembro é um mês mágico, é o mês do Natal! É um mês que, ainda mais que todos os meses ao longo do ano, promove a celebração da família, o estar presente, o ser solidário, partilhar histórias, acontecimentos, sonhos, magia… É, por norma, também um mês de saudade. Saudade dos que não podem estar presentes, saudade daqueles que, devido à lei da vida, já partiram para outra dimensão. Dezembro é também um mês de avivar, lembrar e partilhar memórias, por exemplo, dos tempos de infância. No meu caso, vem-me sempre à memória e sempre que surje oportunidade partilho com a minha família, principalmente com as minhas filhas, o que fazia com os meus avós, quando se aproximava a época natalícia. Há uns anos não havia árvores de Natal artificiais, e era hábito, sobretudo nas zonas rurais, ir ao mato escolher o pinheiro mais jeitosinho e não muito grande, que era cortado (tarefa esta que competia, quase sempre, ao meu avô), para depois ser colocado num vaso com areia, vaso este que era for...

"No São Martinho, vai à adega e prova o vinho"

Mais um ano que passou mais rápido que o vento e já estamos novamente a comemorar o São Martinho. Conta a lenda de São Martinho que, num dia frio de novembro, o soldado Martinho encontrou um mendigo a tremer. Sem hesitar, cortou a sua capa ao meio e ofereceu-a. Naquele momento, o tempo abriu e surgiu um calor inesperado, o chamado verão de São Martinho, símbolo de bondade e partilha. E é esse espírito que inspira também a nova Comissão de Festas de Vila Nova da Erra 25/26 . Gente de garra, teimosa no melhor sentido, unida pela vontade de manter vivas as tradições e de reforçar a ligação com a comunidade.  Celebrar o magusto e o São Martinho torna-se assim não só um gesto cultural, mas também uma forma de homenagear a força e dedicação de quem faz a festa acontecer. Aqui fica, então, um poema para assinalar esta data e esta tradição. Pelo São Martinho chega o frio devagar, um ar fresco que corta e faz o corpo acordar. As folhas castanhas dançam pelo chão, pintam ruas e campos em ton...

29 de setembro - Dia de São Miguel

Dia 29 de setembro, Dia de São Miguel, e para assinalar esta data aqui vos deixo um poema dedicado a este arcanjo e um "cheirinho" das tradições a si associadas, em Coruche. Coruche É terra de emoções, Repleta de tradições, Tantas, que nem me lembro, Sendo que também não é exceção, O seu encanto, no fim de setembro. Neste último fim-de-semana do mês, Foi altura de realizar, Já desde tempos mais sofridos, A Feira de São Miguel, Feira de cariz anual, por muitos, inesquecível e de riqueza tamanha, talvez, celebrando, S. Miguel, um dos arcanjos mais conhecidos que simboliza o triunfo do bem contra o mal. Na nossa vila, Nos tempos de outrora, Era pelo S. Miguel, Época do ano com bastante renome, Que os patrões pagavam a “soldada”* A quem trabalhava no campo para combater a fome, A população assalariada. Mas, aqui em Coruche, os dias foram correndo os tempos foram mudando, de feira de renome, onde as pessoas iam comprar os seus pertences para o ano, passou a feira quase sem nome, p...

Sensações de Outono

O outono, para mim, sempre me deu aquela sensação agridoce, em que marca o fim do verão, dos dias quentes e longos, e que inicia o tempo mais fresco, dias mais pequenos e que nos prepara para a chegada do inverno. Neste sentido, e como forma de marcar o início desta estação, deixo-vos um poema dedicado ao outono e a tudo o que transmite. Espero que gostem! Outono, A terceira estação do ano De tons quentes, Dias amenos E mais pequenos Que, de um momento para o outro, zás Leva-nos de novo à rotina E a deixar o verão para trás. O clima é traquina, Ora faz sol e está calor, Ora arrefece e temos de visitar o doutor. No Outono, O tempo dá e tira, Tira-nos tempo de descanso Dá-nos tempo de trabalho, O nosso dia é um baralho Que nos leva ao desenrascanço. Vira que vira, Corre que corre, Que turbilhão de emoções. No Outono vivam as tradições, As vinhas são vindimadas, No mês de setembro, Por grupos de pessoas animadas Que dão início ao Santo Graal da vida, A preparação do vinho. Outono é também...

Início de um novo ano letivo

Hoje, 12 de setembro de 2025, inicia um novo ano letivo escolar no concelho de Coruche e um pouco por todo o país. Enquanto mãe e encarregada de educação, foi com alguma ansiedade e um misto de nervosismo que levei as minhas filhas às suas respetivas escolas. Apesar de os amigos e professores (na sua maioria) serem os mesmos, há sempre um ou outro auxiliar ou docente diferente, ou até mesmo o próprio espaço escolar se apresentar com novidades. Mas cada regresso às aulas marca sempre uma nova fase e com ela (re)nascem expectativas e renova-se o desejo de que tudo corra bem, com serenidade e sem grandes percalços. Recordo-me de quando era eu a preparar a mochila e a viver a antecipação do regresso às aulas. Havia uma magia especial no simples ato de folhear os novos manuais e sentir o cheirinho a livros acabados de imprimir, assim como de organizar cuidadosamente o material escolar. Outro dos momentos mais aguardados era, sem dúvida, o (re)encontro com os amigos. Depois das férias ...

Memórias da Nacional 2 – parte II

Continuando a nossa jornada pela Nacional 2, depois de sairmos de Arganil e a seguir a um pequeno-almoço reforçado e ao respetivo check-out, voltamos a prosseguir viagem em direção à aldeia de Piódão. Nesse dia, toda a manhã foi destinada a esse percurso. Sem ser nada planeado antecipadamente, pensamos que a aldeia ficasse mais perto de Arganil do que realmente era. Mas nada nos demoveu da ideia de visitarmos Piódão. Pelo caminho, toda a paisagem que os nossos olhos alcançavam era de cortar a respiração em algumas zonas, pois as montanhas e vales por onde passamos eram de difícil acesso ou, em alguns casos, de acesso nulo e noutros casos vislumbravam-se pequenos lugares e casas em zonas que na nossa cabeça seria impossível ou impensável lá construir algo.  Chegados à aldeia de Piódão , a paisagem que vimos foi… espetacular! As casas em pedra, algumas recordando ainda os afazeres de antigamente, com tanques de lavar a roupa à mão, pequenos riachos, canais que levam a água corrente, ...