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Mensagens

"No São Martinho, vai à adega e prova o vinho"

Mais um ano que passou mais rápido que o vento e já estamos novamente a comemorar o São Martinho. Conta a lenda de São Martinho que, num dia frio de novembro, o soldado Martinho encontrou um mendigo a tremer. Sem hesitar, cortou a sua capa ao meio e ofereceu-a. Naquele momento, o tempo abriu e surgiu um calor inesperado, o chamado verão de São Martinho, símbolo de bondade e partilha. E é esse espírito que inspira também a nova Comissão de Festas de Vila Nova da Erra 25/26 . Gente de garra, teimosa no melhor sentido, unida pela vontade de manter vivas as tradições e de reforçar a ligação com a comunidade.  Celebrar o magusto e o São Martinho torna-se assim não só um gesto cultural, mas também uma forma de homenagear a força e dedicação de quem faz a festa acontecer. Aqui fica, então, um poema para assinalar esta data e esta tradição. Pelo São Martinho chega o frio devagar, um ar fresco que corta e faz o corpo acordar. As folhas castanhas dançam pelo chão, pintam ruas e campos em ton...

29 de setembro - Dia de São Miguel

Dia 29 de setembro, Dia de São Miguel, e para assinalar esta data aqui vos deixo um poema dedicado a este arcanjo e um "cheirinho" das tradições a si associadas, em Coruche. Coruche É terra de emoções, Repleta de tradições, Tantas, que nem me lembro, Sendo que também não é exceção, O seu encanto, no fim de setembro. Neste último fim-de-semana do mês, Foi altura de realizar, Já desde tempos mais sofridos, A Feira de São Miguel, Feira de cariz anual, por muitos, inesquecível e de riqueza tamanha, talvez, celebrando, S. Miguel, um dos arcanjos mais conhecidos que simboliza o triunfo do bem contra o mal. Na nossa vila, Nos tempos de outrora, Era pelo S. Miguel, Época do ano com bastante renome, Que os patrões pagavam a “soldada”* A quem trabalhava no campo para combater a fome, A população assalariada. Mas, aqui em Coruche, os dias foram correndo os tempos foram mudando, de feira de renome, onde as pessoas iam comprar os seus pertences para o ano, passou a feira quase sem nome, p...

Sensações de Outono

O outono, para mim, sempre me deu aquela sensação agridoce, em que marca o fim do verão, dos dias quentes e longos, e que inicia o tempo mais fresco, dias mais pequenos e que nos prepara para a chegada do inverno. Neste sentido, e como forma de marcar o início desta estação, deixo-vos um poema dedicado ao outono e a tudo o que transmite. Espero que gostem! Outono, A terceira estação do ano De tons quentes, Dias amenos E mais pequenos Que, de um momento para o outro, zás Leva-nos de novo à rotina E a deixar o verão para trás. O clima é traquina, Ora faz sol e está calor, Ora arrefece e temos de visitar o doutor. No Outono, O tempo dá e tira, Tira-nos tempo de descanso Dá-nos tempo de trabalho, O nosso dia é um baralho Que nos leva ao desenrascanço. Vira que vira, Corre que corre, Que turbilhão de emoções. No Outono vivam as tradições, As vinhas são vindimadas, No mês de setembro, Por grupos de pessoas animadas Que dão início ao Santo Graal da vida, A preparação do vinho. Outono é também...

Início de um novo ano letivo

Hoje, 12 de setembro de 2025, inicia um novo ano letivo escolar no concelho de Coruche e um pouco por todo o país. Enquanto mãe e encarregada de educação, foi com alguma ansiedade e um misto de nervosismo que levei as minhas filhas às suas respetivas escolas. Apesar de os amigos e professores (na sua maioria) serem os mesmos, há sempre um ou outro auxiliar ou docente diferente, ou até mesmo o próprio espaço escolar se apresentar com novidades. Mas cada regresso às aulas marca sempre uma nova fase e com ela (re)nascem expectativas e renova-se o desejo de que tudo corra bem, com serenidade e sem grandes percalços. Recordo-me de quando era eu a preparar a mochila e a viver a antecipação do regresso às aulas. Havia uma magia especial no simples ato de folhear os novos manuais e sentir o cheirinho a livros acabados de imprimir, assim como de organizar cuidadosamente o material escolar. Outro dos momentos mais aguardados era, sem dúvida, o (re)encontro com os amigos. Depois das férias ...

Memórias da Nacional 2 – parte II

Continuando a nossa jornada pela Nacional 2, depois de sairmos de Arganil e a seguir a um pequeno-almoço reforçado e ao respetivo check-out, voltamos a prosseguir viagem em direção à aldeia de Piódão. Nesse dia, toda a manhã foi destinada a esse percurso. Sem ser nada planeado antecipadamente, pensamos que a aldeia ficasse mais perto de Arganil do que realmente era. Mas nada nos demoveu da ideia de visitarmos Piódão. Pelo caminho, toda a paisagem que os nossos olhos alcançavam era de cortar a respiração em algumas zonas, pois as montanhas e vales por onde passamos eram de difícil acesso ou, em alguns casos, de acesso nulo e noutros casos vislumbravam-se pequenos lugares e casas em zonas que na nossa cabeça seria impossível ou impensável lá construir algo.  Chegados à aldeia de Piódão , a paisagem que vimos foi… espetacular! As casas em pedra, algumas recordando ainda os afazeres de antigamente, com tanques de lavar a roupa à mão, pequenos riachos, canais que levam a água corrente, ...

Memórias da Nacional 2 – parte I

Hoje estou aqui para partilhar convosco a nossa experiência pela Nacional 2, de moto, decorrida no ano de 2023. Muitos de vós sonham em percorrer a “mítica” N2, outros possivelmente já o fizeram. E existem inúmeras possibilidades de planear esta viagem e de a concretizar. No nosso caso, meu e do meu marido, optamos por ir só os 2. E como moramos relativamente perto, optamos por começar esta aventura partindo da localidade de Mora e seguir rumo ao norte, até ao quilómetro zero, em Chaves. Com a preparação da viagem não perdemos muito tempo, não foi muito meticulosa, mas, obviamente que, antes de iniciarmos uma viagem como esta, há que verificar se está tudo bem, se tudo está em conformidade relativamente à moto (pneus, travões, luzes combustível…), para podermos viajar em segurança. Escolhemos uma ou duas mudas de roupa essenciais e práticas, produtos de higiene e documentos, casaco motard e capacete e… bora lá partir à aventura! Em Mora iniciamos a aventura pela N2, depois da foto da p...

Quando o céu de Coruche adia as estrelas de fogo

Escrevo estas linhas num verão marcado por um calor extremo e por incêndios devastadores que assolam vários pontos do país. Vivemos dias de alerta máximo, e é neste contexto que se aproximam, a passos largos, as tradicionais e mais sonantes Festas de Coruche, em honra da nossa Padroeira, Nossa Senhora do Castelo. Festas de alma antiga, que conhecem o compasso do tambor e o perfume das ruas cheias. Este ano, a realidade impôs mudanças. Com o risco extremo de incêndio, todas as atividades que possam originar faíscas ou focos de incêndio estão expressamente proibidas. Isso significa que algo inédito irá acontecer — pelo menos para mim que, desde que me conheço por gente e desde que acompanho estas festas — o célebre e majestoso fogo de artifício não se realizará no habitual dia 14 de agosto, cuja noite não se vestirá de luzes a estalar no céu.   O fogo de artifício, aquele que desde sempre coroou a festa com um abraço de faíscas e cor, ficará guardado mais um dia, respeitando o silênc...