Avançar para o conteúdo principal

Mensagens

Junho, mês de Santos polupares e de tradições seculares. Começam os festivais, vivam os arraiais!

Os santos populares estão a chegar E vamos todos festejar Com um copo de vinho na mão e sardinhas no pão. Santo António é o primeiro O santo casamenteiro. Com o São João Tiramos o pé do chão Ao ritmo do alho-porro. E valha-nos ainda São Pedro A ver se não morro, Para cheirar o manjerico E a ver se sem o meu amor não fico.

A Alma de ser português

10 de junho, feriado, dia de celebração da Língua Portuguesa, de Camões e das Comunidades Portuguesas. Ser português é mais que uma nacionalidade, é algo de teimoso, nostálgico e doce ao mesmo tempo. É uma espécie de resistência silenciosa que não se apregoa aos quatro ventos, mas que se revela em cada gesto. E não é uma questão de geografia ou de língua, é uma forma de estar no mundo, feita de contrastes, de memórias e de uma certa insistência em sobreviver, mesmo que ao nosso redor tudo pareça empobrecer. O povo português é um povo acolhedor, não só na forma subtil e educada de abrir a porta por educação, mas no gesto antigo de colocar mais um prato na mesa sem perguntar porquê, pois há sempre espaço para colocar mais um copo, uma cadeira improvisada ou mais um pedaço de pão repartido. A hospitalidade do povo português não precisa de anúncio, nasce de dentro, de uma história feita de partidas e regressos, de quem sabe o que é estar longe e o que significa ser recebido. Mas ser portug...

Entre a Transparência da Água e a Clareza da Consciência

Hoje, dia 5 de junho, celebra-se o Dia Mundial do Ambiente, em que tive o privilégio de visitar os Olhos de Água, em Alcanena. Há lugares que se observam. E há lugares que se sentem. Este é claramente um deles. Ao chegar, a primeira impressão foi de espanto. A água apresentava uma transparência quase irreal. O fundo pedregoso era visível em cada detalhe, como se não existisse qualquer barreira entre a superfície e o leito da nascente. Os peixes deslizavam serenamente por entre os visitantes, indiferentes à presença humana, num raro exemplo de coexistência harmoniosa entre a natureza e quem a procura para desfrutar dos seus encantos. Enquanto caminhava pelas margens e observava o suave movimento da corrente, tornou-se impossível não refletir sobre o significado deste dia. O Dia Mundial do Ambiente não é apenas uma data assinalada no calendário. É um convite à consciência. Um lembrete de que a preservação dos ecossistemas não é uma responsabilidade distante, reservada a governos ou organ...

Dia Nacional do Folclore Português - 31 de maio

Hoje, 31 de maio, celebra-se o Dia Nacional do Folclore Português, uma data que, a quem evoca o Floclore Português nos grupos que represnta, toca de forma muito especial. em nome individual, sinto um enorme orgulho por, numa vida ainda tão breve, já ter tido a oportunidade de representar alguns grupos folclóricos do concelho de Coruche. Mais especial ainda é poder partilhar essa paixão com as minhas filhas, que me acompanham neste caminho de preservação das nossas tradições, de uma forma muito especial, no Rancho Folclórico de Vila Nova da Erra. O folclore sempre fez parte da minha história. Descendente de quem também representou um grupo folclórico (Rancho do Sorraia - Azervadinha, década de 60 do século XX), cresci a ouvir falar da importância de manter vivas as nossas raízes. Neste sentido, recordo também com carinho o meu avô materno (saudoso avô Zé), que adorava assistir às atuações de grupos folclóricos de várias regiões do país, apreciando a forma como davam vida aos costumes, à...

Caminho entre o caos e a paz

Vivemos num tempo em que todos temos voz. Nunca foi tão fácil opinar, comentar, expor, reagir e partilhar. Em segundos, uma ideia chega a centenas de pessoas. E talvez seja precisamente aí que começa um dos maiores desafios da sociedade atual: perceber que poder falar não significa ter sempre de o fazer. A liberdade de expressão é uma conquista enorme. Mas qualquer liberdade exige responsabilidade. O problema começa quando confundimos sinceridade com falta de bom senso, frontalidade com agressividade ou opinião com verdade absoluta. Hoje, muitas vezes, fala-se primeiro e pensa-se depois. Reage-se antes de compreender. Julga-se antes de refletir. E, no meio desta pressa constante de ter razão, esquecemo-nos de algo essencial: do outro lado existem pessoas. A sociedade em que vivemos cada vez está mais marcada pela necessidade de afirmação individual. Queremos ser vistos, reconhecidos, valorizados. Mas, ao mesmo tempo, parece que estamos a desaprender o significado de comunidade, de resp...

Um ano de voo

Há um ano as corujas levantaram voo. Entre palavras escritas, ideias rabiscadas à pressa, silêncios, dúvidas e entusiasmo, este espaço foi crescendo devagar, tal como crescem as coisas que importam. A escrita tornou-se, para mim, a forma mais bonita, mais verdadeira e plena de exprimir as minhas sensações e emoções, os meus sentimentos profundos de verdadeira aprendizagem, mesmo quando isso nos traz algum travo a limão. “Nas Asas das Corujas” nasceu de uma vontade simples: olhar o mundo com mais profundidade, mais calma e mais verdade e de partilhar ideias, histórias, vivências, acabando por ser um lugar de reflexão, descoberta, memória e sentimento. Um ano depois, continuo aqui. E vocês também. Com um ano de blog aprendi que: escrever regularmente é mais difícil do que parece; nem sempre os textos mais lidos são os mais importantes; um pequeno público fiel vale ouro; a internet ainda tem espaço para o pensamento; continuar importa mais do que viralizar. Obrigado a quem lê, comenta...

A "nossa" Família

Todos temos um porto seguro Quando o barco da vida teima em ameaçar virar ou naufragar. Esse porto seguro chama-se família: A família que nos calhou em preces, orações Ou nas emoções dos nossos antecedentes; Ou a família escolhida por nós, com os nossos corações. Mas as águas que o barco da vida teima em navegar, dia após dia, Nem sempre são tão calmas e serenas como queremos que sejam. Muitas vezes, são tremendamente agitadas, Feitas de avanços e recuos, sem cessar. Mas, ainda mais importante do que tudo, É sabermos, e conseguirmos, Fortalecer laços e solidificar âncoras, por pequenas que sejam. Pois, por muito pequenas que sejam, São elas que permitem que o barco da vida nunca afunde nem naufrague. Que os laços nunca se desfaçam E que as âncoras nunca se quebrem. A nossa família, seja ela de sangue ou de coração, É aquela que nos abraça, nos conforta, nos acalma E nos alivia a alma, SEMPRE, Aconteça o que acontecer!

Dia da Espiga - Quinta-feira da Ascensão

Quarenta dias após a Páscoa celebra-se a Quinta-feira da Ascensão , mais conhecida como o Dia da Espiga. Segundo a tradição, este era um dia dedicado à celebração das primeiras colheitas, como forma de agradecimento pela quantidade e qualidade das mesmas. Com a expansão do Cristianismo, esta tradição ganhou ainda mais expressão, tornando-se também numa celebração católica — a Festa da Ascensão. Ainda hoje, em algumas localidades, este dia é feriado municipal e há até serviços públicos que encerram durante a tarde. No Dia da Espiga é tradição as pessoas irem ao campo apanhar as plantas que compõem o conhecido ramo da espiga, um ramo carregado de simbolismo e significado. O ramo é tradicionalmente constituído por: • Espigas – podem ser de trigo, centeio, aveia ou outro cereal. Devem estar sempre em número ímpar e simbolizam o pão, o sustento da família e a fecundidade. • Papoilas vermelhas – representam o Amor e a Vida. • Malmequeres – simbolizam a riqueza e os bens terrenos. O branco...

A Fé que nos Move

Ao longo da minha ainda curta vida, chegando aos meses de abril e maio, sempre ouvi falar de grupos de pessoas que se juntavam para caminhar a pé até Fátima. Os motivos eram vários: por promessa, pelo companheirismo, pelo convívio e pela partilha que se vive e, principalmente, por Fé. Uma das grandes questões apontadas quando este tema era abordado no seio familiar, por ser um desafio que requer sacrifício e resiliência, era precisamente o tipo de promessa que podemos ou temos de fazer em horas de aflição e se seremos realmente capazes de a concretizar. Fui crescendo, ouvindo partilhas de experiências de pessoas que regularmente, ou em algum momento das suas vidas, conseguiram concretizar o desafio de fazer a peregrinação a Fátima e, a verdade é que, sabendo que é um desafio duro e difícil, nunca fechei a porta a essa possibilidade na minha mente. A realidade é que, mediante a convivência regular com pessoas amigas que todos os anos fazem peregrinação, a ideia, a vontade e o desejo de ...

Onde Ficam os Que Ficam

Hoje partilho um momento que me é particularmente especial. O poema “Onde Ficam os Que Ficam” foi selecionado para integrar a coletânea Todo o Sal do Mar (vol. II), da Editora Cordel D’ Prata, no âmbito das Jornadas da Poesia 2026. Este poema nasce de um olhar atento sobre o interior de Portugal e não apenas sobre um lugar geográfico, mas como espaço de memória, pertença e resistência. Fala das aldeias que se vão ficando vazias, dos silêncios que crescem onde antes havia vida e das pessoas que, apesar de tudo, escolhem ficar. É um poema sobre ausência, mas também sobre permanência. Sobre o que parte e, sobretudo, sobre o que resiste. Escrevê-lo foi uma forma de dar voz a realidades que, muitas vezes, não chegam às primeiras páginas, mas que existem, persistem e moldam quem somos enquanto país. Ver este texto publicado, lado a lado com outros autores, é uma honra e, ao mesmo tempo, uma responsabilidade. A de continuar a colocar na escrita aquilo que nos identifica, que nos distingue, no...

O sol que nasceu depois da tempestade

Há datas que não nos dizem nada, mas há outras que não são apenas mais um dia no calendário. Há datas que são muito especiais e que são marcos de uma transformação profunda nas nossas vidas.  Hoje, a minha Maria Beatriz celebra mais um ano de vida e, ao olhar para trás, é impossível não recordar o caminho que percorremos até aqui. Dizem que depois da tempestade vem a bonança, mas para nós, a bonança trouxe um nome, um sorriso e uma força contagiante. Ver a Bia crescer, com toda a sua doçura, a sua "teimosia" tão própria e essa personalidade que se afirma a cada dia, é o maior privilégio da minha vida, da nossa vida, da nossa família. Este poema que partilho hoje com vocês é mais do que um conjunto de versos, é o meu coração entregue à folha de papel. É uma homenagem à bebé que vi nascer e à mulher que vejo florescer. Parabéns, "minha" Bia! Depois da tempestade Vem a bonança E tu, meu Amor Vieste mostrar-nos o caminho da felicidade Encher os nossos corações de Espera...

Os pais que conheço

Crescemos a achar que os pais sabem tudo. Só mais tarde percebemos o quanto aprenderam enquanto nos ensinavam. Ser pai não é um título que se dá, é um caminho que se faz todos os dias. É estar lá, mesmo quando se está cansado. É ser força quando é preciso, mas também saber ser colo. É aquele equilíbrio difícil entre proteger e deixar crescer, entre ensinar e aprender também. Os pais que conheço não são perfeitos. Nem precisam de ser. São homens que trabalham, que erram, que tentam fazer melhor no dia seguinte. São presença nos momentos importantes, mas também nos pequenos gestos, aqueles que muitas vezes passam despercebidos, mas que ficam para sempre. Lembro-me de um pai que, depois de um dia inteiro de trabalho, chegava a casa já cansado, mas nunca se sentava sem primeiro perguntar: “Então, como correu o teu dia?”. Podia não ter todas as respostas, mas estava lá, sempre. E às vezes, é isso que mais fica. E há outro, que nunca foi de muitas palavras. Não dizia “tenho orgulho em ti”, m...

Livre é a borboleta

Acredito, como refere Saint-Exupéry, que " quem passa por nós não vai só, deixa um pouco de si e leva um pouco de nós ". É com este espírito que eu espero e desejo que alguém que foi especial para mim, em contexto de trabalho, siga o seu caminho. Que da minha parte tenha levado o melhor de mim, enquanto pessoa e profissional, que tenha absorvido um pouco da minha experiência de quase duas mãos cheias de anos a trabalhar na área da educação e formação de adultos. Vários foram, e são, os colegas com quem já trabalhei, e trabalho, e cada um é especial à sua maneira, principalmente os que ficam cá dentro, no lado esquerdo do peito, mas a menina mulher com quem tive o privilégio de trabalhar durante quase quatro anos foi, sem dúvida especial, foi como uma "filha", a minha segunda Maria Beatriz. De espírito leve e alegria sem igual que a minha rabugice teimava em não aceitar, desejo que tenha tudo de bom, tal como, ou mais, o poema descreve. Livre é a borboleta que no céu...

Carnaval de Sempre

O Carnaval é, por tradição, um tempo de alegria, criatividade e liberdade. Na Erra, o desfile organizado pela Comissão de Festas da Erra 25/26 foi exemplo disso mesmo: comunidade unida, fantasias coloridas, música e sorrisos a encher as ruas. Mais do que um evento festivo, foi a afirmação de um espírito coletivo que resiste ao tempo e às dificuldades. Este ano, porém, nem todas as localidades puderam celebrar da mesma forma. Em muitas zonas do país, os desfiles foram cancelados devido ao temporal que se fez sentir, lembrando-nos que a natureza também dita o ritmo das nossas tradições. Ainda assim, o Carnaval não se resume aos grandes corsos ou aos carros alegóricos. Nas zonas mais rurais e marcadamente tradicionais, a festa sempre viveu de forma mais espontânea e genuína. Recordam-se as “caqueiradas”, as brincadeiras típicas em que vizinhos e amigos pregavam partidas saudáveis uns aos outros, e o chamado Carnaval trapalhão, feito de improviso, máscaras simples e muita boa disposição. ...

Temporal em Portugal - Fevereiro de 2026

imagem: meteored portugal O poema que aqui escrevo pretende caracterizar toda a situação de calamidade que se vive em Portugal, de Norte a Sul do país (para muitos, situações nunca antes vividas), mas também pretende expressar a minha solidadriedade para com todos os que viveram na primeira pessoa situações de angústia, sofrimento e dor que todas estas tempestades proporcionaram, ou ainda proporcionaram, pois os danos são incalculáveis em muitas zonas do país.  Que os próximos tempos sejam de esperança, coragem e fé no dia de amanhã🙏 Há tantos anos, a esta data, Nunca pensei ver coisa tamanha De Norte a Sul do país. Portugal inteiro vergado A um tempo alterado, Stressado, conturbado, Desnorteado Como se o céu apertasse O coração de uma nação Com depressão atrás de depressão. Vieram Joseph e Kristin, Depois Leonardo e Marta, Tempestades sem descanso nem piedade, Sem preces nem oratórias É vento, é chuva, são cheias, Inundações carregadas de emoções demasiadamente contraditórias U...

Como a IA está a transformar as nossas vidas

A IA veio para ficar, assustar, intrigar, elucidar e ensinar. Veio para revolucionar, transformar, automatizar e, por vezes, alarmar. São muitas as suas potencialidades. De mil e uma formas pode ser operacionalizada, em inúmeras aplicações é utilizada e pode, acima de tudo, proporcionar novas oportunidades. Agora, estará o desafio na tecnologia, ou na forma como a escolhemos usar? Começo este artigo com um poema que reflete o impacto profundo que a inteligência artificial já tem na nossa vida pessoal, profissional, social e educativa, bem como a forma como tem vindo a transformar a sociedade em que vivemos. Trata-se de uma tecnologia que se afirma como uma das mais transformadoras do século XXI. No entanto, a sua presença crescente levanta não só oportunidades, mas também tensões e dilemas. Num contexto em que plataformas com IA estão disponíveis a qualquer momento, torna-se essencial desenvolver competências como o pensamento crítico e a literacia digital. Mas, mais do que aceder à in...

Mais rápido que o vento - Leonor

Há textos que não se escrevem apenas com palavras, mas com o coração cheio. Este poema nasce assim: de um amor que chegou mais rápido que o vento e mudou tudo para sempre. No dia 20 celebrámos mais um ano da minha filha mais nova, a nossa Princesa Leonor. Este é um pequeno grande tributo a quem nos ensinou o que é amar a dobrar, a rir no meio das birras, a encontrar ternura até no choro e a descobrir uma felicidade que cresce todos os dias. Entre nomes escolhidos com carinho, rimas espontâneas e emoções intensas, ficam registados sentimentos que o tempo não apaga. Porque este blog também é memória, e porque alguns amores merecem ser eternizados em palavras. Para ti, Leonor. 🤍 Mais rápido que o vento Quis o destino Que a nossa vida Tivesse novo alento. Contigo soubemos O que era Amor a dobrar Birras, um tormento Choro, sem saber como calar Felicidade a aumentar. De primeiro nome quisemos Que te chamasses Maria Como a tua mana Bia. De segundo nome és Leonor Que rima com cor Presente no ...

Sonhos à flor da página - concurso de poesia

Eis que o novo ano de 2026 inicia com a participação num novo ebook “Sonhos à Flor da Página”. Este desafio, foi, para mim, muito mais do que integrar uma coletânea literária — foi fazer parte de um projeto profundamente humano, sensível e coletivo, onde a palavra ganha tempo, ritmo e propósito. Esta obra nasce de um concurso literário que reúne 52 poemas, pensados para acompanhar o leitor ao longo de um ano inteiro: um poema para cada domingo, um convite semanal à pausa, à introspeção e ao sentir. Ao longo destas páginas, diferentes vozes unem-se num só fio condutor: os sentimentos. Cada poema transforma emoções em linguagem, criando reflexos da alma que encontram abrigo em cada página. É uma obra plural, onde coexistem olhares, vivências e sensibilidades distintas, mas onde todos partilham a mesma vontade de tocar o outro através da poesia. A minha participação nesta coletânea acontece em dois momentos muito especiais do ano: ✨ 14.ª Semana – “Oh Sol” Este poema nasce da necessida...

Esperança no futuro

2025 chegou como quem desafia, pediu coragem, pediu rumo, pediu chão. Saí da zona de conforto, quase sem dar por ela, aprendi a organizar o tempo, a planear o futuro e a transformar ideias em realização. Foi um ano de primeiras vezes guardadas na memória: uma viagem Erasmus, em grupo, a Madrid, fora do país, onde o mundo se abriu em partilha, riso e descoberta. E também Badajoz, Mérida e Sevilha, em família, onde cada passo foi feito de mãos dadas, entre histórias, gargalhadas e momentos que ficam para sempre. No associativismo, abracei um novo desafio, um salto que me ensinou a ir mais longe: gestão, organização, planeamento, crescer fazendo, aprender errando, superar limites que eu própria desconhecia. Ao bom ritmo do folclore, 2025 levou-me a novos lugares, deu-me novas aventuras, relembrou-me que a tradição também é caminho e que dançar é outra forma de viver. Na família, como sempre, houve emoção, alegria e discussão, porque amar também é isso. Entre altos e baixos, a certeza mant...

O Presépio Esquecido - Quando o Natal se escreve com o coração

O Natal tem essa capacidade única de nos fazer abrandar, olhar para dentro e reencontrar aquilo que, ao longo do ano, tantas vezes fica esquecido: o essencial. É exatamente essa magia que inspira a 2.ª edição do concurso “Sonhos de Natal”, uma obra coletiva que reúne contos e poemas de diferentes autores, cada um com a sua voz, mas todos unidos pelo mesmo propósito — aquecer corações e iluminar os dias até à noite de Natal. Foi com enorme alegria e sentido de responsabilidade que embarquei nesta aventura para participar nesta iniciativa tão especial, promovida pela Sonho com Estante. Fazer parte desta obra é, para mim, mais do que uma simples colaboração literária: é um regresso às memórias, às tradições e às pequenas grandes lições que o Natal nos ensina ano após ano. O conto que escrevi, “O Presépio Esquecido”, nasceu dessa reflexão. Através da Leonor, uma criança rodeada de tecnologia e presentes, mas distante do verdadeiro espírito natalício, procurei dar voz a uma realidade muito ...